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NF de devolução de venda - EFD PIS/COFINS - Regime Cumulativo

Uma empresa, lucro real, com operações exclusivas no regime cumulativo, deverá enviar as notas fiscais de devolução de venda na EFD PIS/COFINS?

 

Fiz alguns testes no PVA, mas o PVA "não reconhece" essa nota fiscal de devolução de venda.

 

Lancei a NF de devolução no registro C100 e C170 (modelo 01), no registro M210 da apuração do PIS informei no campo Base de Cálculo o valor da minha receita menos a devolução, porém, ao validar a escrituração o validador critica o campo da BC com a mensagem que "deve ser a soma da BC dos documentos de saídas".

 

A única forma que consegui validar o arquivo foi lançando o valor do PIS/COFINS como ajuste de redução no M210 e, consequentemente, tive que detalhar esse ajuste no M220.

 

Será esse o procedimento (ajuste) ou será que o validador (versão beta) não está preparado ainda para o regime cumulativo?

Tags: Devolução, de, venda

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Respostas a este tópico

Pessoal,

 

 

Em relação ao regime cumulativo, o CST será 99.  Apenas para completar, se for regime não cumulativo, o CST será o mesmo utilizado na venda.

Depois de várias discussões a RFB colocou mais detalhes desta operação no GUIA PRATICO de 02/05/2011, ainda não publicado.

 

 

I - de Vendas Canceladas, Retorno de Mercadorias e Devolução de Vendas.

A operação de retorno de produtos ao estabelecimento emissor da nota fiscal, conforme previsão existente no RIPI/2010 (art. 234 do Decreto Nº 7.212, de 2010), para fins de escrituração de PIS/COFINS deve receber o tratamento de cancelamento de venda (não integrando a base de cálculo das contribuições).

Registre-se que a venda cancelada é hipótese de exclusão da base de cálculo da contribuição (em C170, no caso de escrituração individualizada por documento fiscal ou em C181 (PIS/Pasep) e C185 (Cofins)), tanto no regime de incidência cumulativo como no não cumulativo.

Já as operações de Devolução de Vendas, no regime de incidência não cumulativo, correspondem a hipóteses de crédito, devendo ser escrituradas com os CFOP correspondentes em C170 (no caso de escrituração individualizada dos créditos por documento fiscal) ou nos registros C191/C195 (no caso de escrituração consolidada dos créditos, enquanto que, no regime cumulativo, tratam-se de  hipótese de exclusão da base de cálculo da contribuição.

Dessa forma, caso a operação de venda a que se refere o retorno tenha sido tributada para fins de PIS/COFINS, a receita da operação deverá ser excluída da apuração:

1. Caso a pessoa jurídica esteja utilizando os registros consolidados C180 e filhos (Operações de Vendas), não deverá incluir esta receita na base de cálculo das contribuições nos registros C181 e C185.

2. Caso a pessoa jurídica esteja utilizando os registros C100 e filhos, deverá incluir a nota fiscal de saída da mercadoria com a base de cálculo zerada, devendo constar no respectivo registro C110 a informação acerca do retorno da mercadoria, conforme consta no verso do documento fiscal ou do DANFE (NF-e).

No caso de devolução de venda no regime cumulativo, hipótese de exclusão de base de cálculo da contribuição, caso não seja possível proceder estes ajustes diretamente no bloco C  ( no caso da devolução ocorrer em período posterior ao da escrituração), a pessoa jurídica deverá proceder aos ajustes diretamente no bloco M, nos respectivos campos e registros de ajustes de redução de contribuição (M220 e M620). Neste caso, deverá utilizar o campo “NUM_DOC” e “DESCR_AJ” para relacionar as notas fiscais de devolução de vendas, como ajuste de redução da contribuição cumulativa.

A nota fiscal de entrada da mercadoria retornada, emitida pela própria pessoa jurídica, não deverá ser relacionada nos registros consolidados C190 e filhos (Operações de aquisição com direito a crédito, e operações de devolução de compras e vendas) ou nos registros individualizados C100 e filhos, visto não configurar hipótese legal de creditamento de PIS/COFINS.

A devolução de venda tributada, por pessoa jurídica sujeita ao regime cumulativo deverá obedecer os mesmos critérios, ou seja, de exclusão da base de cálculo, devendo proceder aos ajustes diretamente nos registros consolidados C180 e filhos ou no registro C100 e filhos. Mesmo não gerando direito a crédito, a nota fiscal de devolução neste regime pode ser informada nos registros consolidados C190 e filhos, ou C100 e filhos, para fins de transparência na apuração. Nesse caso, deve ser informado o CST 99, visto que a devolução de venda no regime cumulativo não gera crédito.

 

 

Paula,

 

 

Não entendi o termo " exportar", vc queria dizer " importar" para o PVA? Se for isso, todas as notas fiscais vc deverá escriturar, principalmente, porque neste caso, alíquota zero significa tributada. 

 

 

abraços 

Acho que na sua planilha trocou a coluna CUMULATIVO com NÃO CUMULATIVO

Douglas Molina disse:

Pessoal.

 

Confesso que mesmo depois de várias discussões sobre este tema, ainda tenho dúvidas de como deve ser o correto preenchimento destas operações no SPED PIS/COFINS e seus efeitos na apuração. Por isso, após coletar informações em alguns sites, inclusive neste fórum, fiz uma pequena planilha com as situações que encontrei.

Se possível, gostaria que algum colega avaliasse as observações que coloquei para cada situação e fizessem as correções/colocações que julgarem convenientes. A planilha é bem simples e tem por finalidade apenas consolidar as informações que coletei nas mais variadas fontes.

 

Abraço a todos. Continuamos na torcida para um adiamento.

Diogo.

 

Tem razão. Falha técnica... hehe. Retirei a planilha e estou colocando outra agora. E quanto ao restante, notou alguma outra inconsistência?

 

Obrigado pela resposta.


Diogo Rocha Barbosa disse:

Acho que na sua planilha trocou a coluna CUMULATIVO com NÃO CUMULATIVO

Douglas Molina disse:

Pessoal.

 

Confesso que mesmo depois de várias discussões sobre este tema, ainda tenho dúvidas de como deve ser o correto preenchimento destas operações no SPED PIS/COFINS e seus efeitos na apuração. Por isso, após coletar informações em alguns sites, inclusive neste fórum, fiz uma pequena planilha com as situações que encontrei.

Se possível, gostaria que algum colega avaliasse as observações que coloquei para cada situação e fizessem as correções/colocações que julgarem convenientes. A planilha é bem simples e tem por finalidade apenas consolidar as informações que coletei nas mais variadas fontes.

 

Abraço a todos. Continuamos na torcida para um adiamento.

Anexos

Boa noite Sr. Jorge,

 

Com "exportar" quis dizer "exportar do sistema para um arquivo e importar ao PVA".

Mas não entendi sua resposta. Quando a entrada for uma devolução de uma venda do regime não cumulativo, tributada alíquota zero, ainda que sem direito a crédito, deverei informar no PVA no registro C190 e filhos?

Entendo que todos os documentos ref. a receitas devam ser escriturados, mas as entradas não são apenas as que geram crédito das contribuições?

Ainda sobre as devoluções do cumulativo, a RFB trata que devemos proceder ajustes diretamente no Bloco C. Entendo que desta forma, teremos dois tratamentos para as devoluções dificultando também a confrotação da receita com o contábil.

É possível tratar todas as devoluções como ajuste no bloco M? Informando a devolução no bloco C, com o CST 49 para fins de transparência da apuração?


jorge campos disse:

Pessoal,

 

 

Em relação ao regime cumulativo, o CST será 99.  Apenas para completar, se for regime não cumulativo, o CST será o mesmo utilizado na venda.

Depois de várias discussões a RFB colocou mais detalhes desta operação no GUIA PRATICO de 02/05/2011, ainda não publicado.

 

 

I - de Vendas Canceladas, Retorno de Mercadorias e Devolução de Vendas.

A operação de retorno de produtos ao estabelecimento emissor da nota fiscal, conforme previsão existente no RIPI/2010 (art. 234 do Decreto Nº 7.212, de 2010), para fins de escrituração de PIS/COFINS deve receber o tratamento de cancelamento de venda (não integrando a base de cálculo das contribuições).

Registre-se que a venda cancelada é hipótese de exclusão da base de cálculo da contribuição (em C170, no caso de escrituração individualizada por documento fiscal ou em C181 (PIS/Pasep) e C185 (Cofins)), tanto no regime de incidência cumulativo como no não cumulativo.

Já as operações de Devolução de Vendas, no regime de incidência não cumulativo, correspondem a hipóteses de crédito, devendo ser escrituradas com os CFOP correspondentes em C170 (no caso de escrituração individualizada dos créditos por documento fiscal) ou nos registros C191/C195 (no caso de escrituração consolidada dos créditos, enquanto que, no regime cumulativo, tratam-se de  hipótese de exclusão da base de cálculo da contribuição.

Dessa forma, caso a operação de venda a que se refere o retorno tenha sido tributada para fins de PIS/COFINS, a receita da operação deverá ser excluída da apuração:

1. Caso a pessoa jurídica esteja utilizando os registros consolidados C180 e filhos (Operações de Vendas), não deverá incluir esta receita na base de cálculo das contribuições nos registros C181 e C185.

2. Caso a pessoa jurídica esteja utilizando os registros C100 e filhos, deverá incluir a nota fiscal de saída da mercadoria com a base de cálculo zerada, devendo constar no respectivo registro C110 a informação acerca do retorno da mercadoria, conforme consta no verso do documento fiscal ou do DANFE (NF-e).

No caso de devolução de venda no regime cumulativo, hipótese de exclusão de base de cálculo da contribuição, caso não seja possível proceder estes ajustes diretamente no bloco C  ( no caso da devolução ocorrer em período posterior ao da escrituração), a pessoa jurídica deverá proceder aos ajustes diretamente no bloco M, nos respectivos campos e registros de ajustes de redução de contribuição (M220 e M620). Neste caso, deverá utilizar o campo “NUM_DOC” e “DESCR_AJ” para relacionar as notas fiscais de devolução de vendas, como ajuste de redução da contribuição cumulativa.

A nota fiscal de entrada da mercadoria retornada, emitida pela própria pessoa jurídica, não deverá ser relacionada nos registros consolidados C190 e filhos (Operações de aquisição com direito a crédito, e operações de devolução de compras e vendas) ou nos registros individualizados C100 e filhos, visto não configurar hipótese legal de creditamento de PIS/COFINS.

A devolução de venda tributada, por pessoa jurídica sujeita ao regime cumulativo deverá obedecer os mesmos critérios, ou seja, de exclusão da base de cálculo, devendo proceder aos ajustes diretamente nos registros consolidados C180 e filhos ou no registro C100 e filhos. Mesmo não gerando direito a crédito, a nota fiscal de devolução neste regime pode ser informada nos registros consolidados C190 e filhos, ou C100 e filhos, para fins de transparência na apuração. Nesse caso, deve ser informado o CST 99, visto que a devolução de venda no regime cumulativo não gera crédito.

 

 

Paula,

 

 

Não entendi o termo " exportar", vc queria dizer " importar" para o PVA? Se for isso, todas as notas fiscais vc deverá escriturar, principalmente, porque neste caso, alíquota zero significa tributada. 

 

 

abraços 

Alguém sabe responder as perguntas de Paula Leticia???

Confesso que ainda não consegui desmembrar por completo essa questão das vendas canceladas, retorno e dev. de venda.

Tenho uma situação de VENDA CANCELADA em um cliente que apura exclusimente no regime Cumulativo e é uma prestadora de serviço.

Ele tem 2 tipos de "VENDA CANCELADA" das notas de serviço prestados (A100):

1 - Dentro do mês de emissão da NF de serviço;
2 - Fora do mês de emissão da NF de serviço.

Como ele trata isso hoje, antes do SPED PIS/COFINS:

1 - Se o cancelamento é dentro do mês, a receita dessa NF simplesmente não compõe o total da receita e da base de cálculo do PIS/COFINS.

2 - Se o cancelamento é fora do mês de emissão, a receita da NF compõem a apuração do mês de emissão e o imposto é recolhido. No mês do cancelamento, ele faz um "estorno". Na DACON, ele está diminuindo da Receita Bruta e da BC esse cancelamento. Acho que é um procedimento incorreto, pois deveria diminuir apenas da BC e não da Receita Bruta, embora que o efeito é praticamente o mesmo.

Agora a dúvida é no SPED PIS/COFINS, como fazer esses 2 tipos de cancelamentos?

Acredito que seria da seguinte forma:
- se o cancelamento é dentro do mês de emissão da NF: então deve ser enviada a NF como cancelada (sem valor nenhum).
- se o cancelamento é fora do mês de emissão da NF: então a NF é gerada com sua tributação “normal” no mês de emissão. No mês de cancelamento deverá fazer um “ajuste” na apuração (registro M210/M610) e, consequentemente, detalhar esse ajuste nos registros filhos M220/M620.

Está correto esse meu entendimento?

 

Jorge Campos disse:

Pessoal,

 

 

Em relação ao regime cumulativo, o CST será 99.  Apenas para completar, se for regime não cumulativo, o CST será o mesmo utilizado na venda.

Depois de várias discussões a RFB colocou mais detalhes desta operação no GUIA PRATICO de 02/05/2011, ainda não publicado.

 

 

I - de Vendas Canceladas, Retorno de Mercadorias e Devolução de Vendas.

A operação de retorno de produtos ao estabelecimento emissor da nota fiscal, conforme previsão existente no RIPI/2010 (art. 234 do Decreto Nº 7.212, de 2010), para fins de escrituração de PIS/COFINS deve receber o tratamento de cancelamento de venda (não integrando a base de cálculo das contribuições).

Registre-se que a venda cancelada é hipótese de exclusão da base de cálculo da contribuição (em C170, no caso de escrituração individualizada por documento fiscal ou em C181 (PIS/Pasep) e C185 (Cofins)), tanto no regime de incidência cumulativo como no não cumulativo.

Já as operações de Devolução de Vendas, no regime de incidência não cumulativo, correspondem a hipóteses de crédito, devendo ser escrituradas com os CFOP correspondentes em C170 (no caso de escrituração individualizada dos créditos por documento fiscal) ou nos registros C191/C195 (no caso de escrituração consolidada dos créditos, enquanto que, no regime cumulativo, tratam-se de  hipótese de exclusão da base de cálculo da contribuição.

Dessa forma, caso a operação de venda a que se refere o retorno tenha sido tributada para fins de PIS/COFINS, a receita da operação deverá ser excluída da apuração:

1. Caso a pessoa jurídica esteja utilizando os registros consolidados C180 e filhos (Operações de Vendas), não deverá incluir esta receita na base de cálculo das contribuições nos registros C181 e C185.

2. Caso a pessoa jurídica esteja utilizando os registros C100 e filhos, deverá incluir a nota fiscal de saída da mercadoria com a base de cálculo zerada, devendo constar no respectivo registro C110 a informação acerca do retorno da mercadoria, conforme consta no verso do documento fiscal ou do DANFE (NF-e).

No caso de devolução de venda no regime cumulativo, hipótese de exclusão de base de cálculo da contribuição, caso não seja possível proceder estes ajustes diretamente no bloco C  ( no caso da devolução ocorrer em período posterior ao da escrituração), a pessoa jurídica deverá proceder aos ajustes diretamente no bloco M, nos respectivos campos e registros de ajustes de redução de contribuição (M220 e M620). Neste caso, deverá utilizar o campo “NUM_DOC” e “DESCR_AJ” para relacionar as notas fiscais de devolução de vendas, como ajuste de redução da contribuição cumulativa.

A nota fiscal de entrada da mercadoria retornada, emitida pela própria pessoa jurídica, não deverá ser relacionada nos registros consolidados C190 e filhos (Operações de aquisição com direito a crédito, e operações de devolução de compras e vendas) ou nos registros individualizados C100 e filhos, visto não configurar hipótese legal de creditamento de PIS/COFINS.

A devolução de venda tributada, por pessoa jurídica sujeita ao regime cumulativo deverá obedecer os mesmos critérios, ou seja, de exclusão da base de cálculo, devendo proceder aos ajustes diretamente nos registros consolidados C180 e filhos ou no registro C100 e filhos. Mesmo não gerando direito a crédito, a nota fiscal de devolução neste regime pode ser informada nos registros consolidados C190 e filhos, ou C100 e filhos, para fins de transparência na apuração. Nesse caso, deve ser informado o CST 99, visto que a devolução de venda no regime cumulativo não gera crédito.

 

 

Paula,

 

 

Não entendi o termo " exportar", vc queria dizer " importar" para o PVA? Se for isso, todas as notas fiscais vc deverá escriturar, principalmente, porque neste caso, alíquota zero significa tributada. 

 

 

abraços 

Douglas,

 

Como está o andamento do seu projeto?

Como tratou a questão das devoluções?

Estou tentando fazer a importação dos ajustes no bloco M e gerar a apuração de forma automática, mas minhas informações de ajustes são perdidas, como é que você está fazendo?

Grato,

 

Diogo Barbosa
Douglas Molina disse:

Diogo.

 

Tem razão. Falha técnica... hehe. Retirei a planilha e estou colocando outra agora. E quanto ao restante, notou alguma outra inconsistência?

 

Obrigado pela resposta.


Diogo Rocha Barbosa disse:

Acho que na sua planilha trocou a coluna CUMULATIVO com NÃO CUMULATIVO

Douglas Molina disse:

Pessoal.

 

Confesso que mesmo depois de várias discussões sobre este tema, ainda tenho dúvidas de como deve ser o correto preenchimento destas operações no SPED PIS/COFINS e seus efeitos na apuração. Por isso, após coletar informações em alguns sites, inclusive neste fórum, fiz uma pequena planilha com as situações que encontrei.

Se possível, gostaria que algum colega avaliasse as observações que coloquei para cada situação e fizessem as correções/colocações que julgarem convenientes. A planilha é bem simples e tem por finalidade apenas consolidar as informações que coletei nas mais variadas fontes.

 

Abraço a todos. Continuamos na torcida para um adiamento.

Moises,

 

Conseguiu respostas? Tem novidades quanto as questões que levantou neste seu ultimo post?

Moises Azevedo disse:

Confesso que ainda não consegui desmembrar por completo essa questão das vendas canceladas, retorno e dev. de venda.

Tenho uma situação de VENDA CANCELADA em um cliente que apura exclusimente no regime Cumulativo e é uma prestadora de serviço.

Ele tem 2 tipos de "VENDA CANCELADA" das notas de serviço prestados (A100):

1 - Dentro do mês de emissão da NF de serviço;
2 - Fora do mês de emissão da NF de serviço.

Como ele trata isso hoje, antes do SPED PIS/COFINS:

1 - Se o cancelamento é dentro do mês, a receita dessa NF simplesmente não compõe o total da receita e da base de cálculo do PIS/COFINS.

2 - Se o cancelamento é fora do mês de emissão, a receita da NF compõem a apuração do mês de emissão e o imposto é recolhido. No mês do cancelamento, ele faz um "estorno". Na DACON, ele está diminuindo da Receita Bruta e da BC esse cancelamento. Acho que é um procedimento incorreto, pois deveria diminuir apenas da BC e não da Receita Bruta, embora que o efeito é praticamente o mesmo.

Agora a dúvida é no SPED PIS/COFINS, como fazer esses 2 tipos de cancelamentos?

Acredito que seria da seguinte forma:
- se o cancelamento é dentro do mês de emissão da NF: então deve ser enviada a NF como cancelada (sem valor nenhum).
- se o cancelamento é fora do mês de emissão da NF: então a NF é gerada com sua tributação “normal” no mês de emissão. No mês de cancelamento deverá fazer um “ajuste” na apuração (registro M210/M610) e, consequentemente, detalhar esse ajuste nos registros filhos M220/M620.

Está correto esse meu entendimento?

 

Jorge Campos disse:

Pessoal,

 

 

Em relação ao regime cumulativo, o CST será 99.  Apenas para completar, se for regime não cumulativo, o CST será o mesmo utilizado na venda.

Depois de várias discussões a RFB colocou mais detalhes desta operação no GUIA PRATICO de 02/05/2011, ainda não publicado.

 

 

I - de Vendas Canceladas, Retorno de Mercadorias e Devolução de Vendas.

A operação de retorno de produtos ao estabelecimento emissor da nota fiscal, conforme previsão existente no RIPI/2010 (art. 234 do Decreto Nº 7.212, de 2010), para fins de escrituração de PIS/COFINS deve receber o tratamento de cancelamento de venda (não integrando a base de cálculo das contribuições).

Registre-se que a venda cancelada é hipótese de exclusão da base de cálculo da contribuição (em C170, no caso de escrituração individualizada por documento fiscal ou em C181 (PIS/Pasep) e C185 (Cofins)), tanto no regime de incidência cumulativo como no não cumulativo.

Já as operações de Devolução de Vendas, no regime de incidência não cumulativo, correspondem a hipóteses de crédito, devendo ser escrituradas com os CFOP correspondentes em C170 (no caso de escrituração individualizada dos créditos por documento fiscal) ou nos registros C191/C195 (no caso de escrituração consolidada dos créditos, enquanto que, no regime cumulativo, tratam-se de  hipótese de exclusão da base de cálculo da contribuição.

Dessa forma, caso a operação de venda a que se refere o retorno tenha sido tributada para fins de PIS/COFINS, a receita da operação deverá ser excluída da apuração:

1. Caso a pessoa jurídica esteja utilizando os registros consolidados C180 e filhos (Operações de Vendas), não deverá incluir esta receita na base de cálculo das contribuições nos registros C181 e C185.

2. Caso a pessoa jurídica esteja utilizando os registros C100 e filhos, deverá incluir a nota fiscal de saída da mercadoria com a base de cálculo zerada, devendo constar no respectivo registro C110 a informação acerca do retorno da mercadoria, conforme consta no verso do documento fiscal ou do DANFE (NF-e).

No caso de devolução de venda no regime cumulativo, hipótese de exclusão de base de cálculo da contribuição, caso não seja possível proceder estes ajustes diretamente no bloco C  ( no caso da devolução ocorrer em período posterior ao da escrituração), a pessoa jurídica deverá proceder aos ajustes diretamente no bloco M, nos respectivos campos e registros de ajustes de redução de contribuição (M220 e M620). Neste caso, deverá utilizar o campo “NUM_DOC” e “DESCR_AJ” para relacionar as notas fiscais de devolução de vendas, como ajuste de redução da contribuição cumulativa.

A nota fiscal de entrada da mercadoria retornada, emitida pela própria pessoa jurídica, não deverá ser relacionada nos registros consolidados C190 e filhos (Operações de aquisição com direito a crédito, e operações de devolução de compras e vendas) ou nos registros individualizados C100 e filhos, visto não configurar hipótese legal de creditamento de PIS/COFINS.

A devolução de venda tributada, por pessoa jurídica sujeita ao regime cumulativo deverá obedecer os mesmos critérios, ou seja, de exclusão da base de cálculo, devendo proceder aos ajustes diretamente nos registros consolidados C180 e filhos ou no registro C100 e filhos. Mesmo não gerando direito a crédito, a nota fiscal de devolução neste regime pode ser informada nos registros consolidados C190 e filhos, ou C100 e filhos, para fins de transparência na apuração. Nesse caso, deve ser informado o CST 99, visto que a devolução de venda no regime cumulativo não gera crédito.

 

 

Paula,

 

 

Não entendi o termo " exportar", vc queria dizer " importar" para o PVA? Se for isso, todas as notas fiscais vc deverá escriturar, principalmente, porque neste caso, alíquota zero significa tributada. 

 

 

abraços 

Tendo como exemplo em uma empresa regime lucro-real / não-cumulativo, que tenha SOMENTE estes lançamentos nos seguintes meses:

Em abril/11, tenho uma entrada de R$100 e, valor pis=R$1,65.

Em maio/11, vi que deveria fazer uma devolução de compra da nota total.

 

Posso afirmar que:

Em abril/11, gerou um um saldo credor para maio/11?

 

Em maio/11, será gerado o registro C180/C181 com a contribuição de pis e, deverá ser gerado o registro M110 com o ajustes de redução no valor de R$1,65?

 

Se for afirmativo as 2 perguntas acima:

   -no M100, será informado no campo 08 - valor credito  = 0

                                             campo 10 - valor reducao = 1.65

                                             campo 12 - credito disponivel: -1.65?

  - como ficam estes totais? como faço prá resolver isto?

 - o lancto. da nota de devolucao de compras está correto no C180/C181? pois, no guia pratico versao 1.0.2 na pagina 77 diz:

  Deve ser relacionacdo no registro C190 (que seriam entradas), as operacoes de devolucoes de compras que, quando da aquisição geraram créditos da não-cumulatividade. Aí confundiu! Como ficam os lanctos. nos registro M110, se lancar no registro C190 a devolucao de compra?

 

Atenciosamente

Geovani Andre Weber

 

Diogo, não obtive respostas desse questionamento.

As empresas de consultoria tributária não respondem efetivamente o que deve ser feito.

O fale conosco da RFB deve estar de férias ainda, pois não respondem.

 

Então o jeito é fazer da forma que cada um entende.

Pessoal,

 

REGISTRO M220: AJUSTES DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA - Os valores de ajustes estão informados nos nos campos correspondentes ao layout do guia pratico, porém no arquivo PDF gerado pelo validador não onsigo visualizar estes valores podem me orientar onde verifico o valor de ajuste na apuração do validador ????

Boa tarde Paula!
Creio que sua resposta se refira apenas à devoluções de produtos. Alguém pode ajudar com as devoluções(cancelamentos) de NF de Serviços? É que somos uma prestadora de serviços de instalação e acontece com frequencia de termos cancelamento de serviços ref.a meses passados. Qual a forma correta de estornar esta receita do Sped? Pode através do ajusta nos blocos Ms?

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